Estilo Pet

Um alerta sobre os tratamentos caseiros

Atento às “soluções milagrosas” da internet, CMFV reforça a importância da consulta presencial com um veterinário

Divulgação -

Está cada vez mais comum o apontamento de remédios de eficácia duvidosa ou até mesmo inexistente para os tratamentos de saúde, mesmo em tempos de pandemia. No mundo animal não é diferente. Não são poucas as receitas caseiras sendo divulgadas na internet como verdadeiros milagres para tratar as mais diversas doenças em pets. No entanto, sempre que se deparar com uma formulação dessas, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) recomenda a consulta a um médico veterinário para evitar submeter o animal a um tratamento que pode comprometer ainda mais a sua saúde.

O médico-veterinário e assessor técnico do CFMV, Fernando Zacchi, afirma que qualquer tratamento clínico requer comprovação científica. “Métodos não atestados pela ciência e sem conhecimento dos efeitos colaterais e das reações adversas podem colocar a saúde de todos em risco, podendo agravar o quadro clínico do animal, bem como comprometer a saúde do homem e ainda afetar o meio ambiente”, avisa.

De acordo com o assessor, os produtos de uso veterinário dependem de estudos sérios e resultados eficazes, comprovados e aprovados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Sempre consulte um médico veterinário, único profissional com conhecimento técnico para identificar a enfermidade e prescrever um tratamento adequado para cada caso”, afirma Zacchi.

Presencial

E, de preferência, nada de consulta a distância - seja por telefone, WhatsApp, e-mail ou qualquer outro formato que não tenha contato direto do profissional com o bichinho. O veterinário não deve receitar sem prévio exame clínico do paciente, alerta Zacchi.

“E por um motivo muito simples: os animais não falam o que sentem e expressam suas queixas por meio do comportamento, o que só é possível de analisar devidamente em modo presencial. A ausência de um exame físico minucioso prejudica o diagnóstico e pode induzir ao erro”, explica o assessor técnico do CFMV.

Pelo código de ética, o médico-veterinário também não pode “prescrever ou administrar aos animais, drogas que sejam proibidas por lei ou que possam causar danos à saúde animal ou humana”.

“Consultar o médico-veterinário é imprescindível também para evitar super dosagens e o uso indiscriminado, evitando, inclusive, a resistência medicamentosa, como vem ocorrendo com os antibióticos, que estão tendo a eficácia reduzida justamente pela utilização descontrolada”, alerta.

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